sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O que é ESTEATOSE HEPÁTICA ?




O termo hepático se refere a fígado, portanto, esteatose hepática é igual a esteatose do fígado

Um dos nomes para esteatose hepática em inglês é "fatty liver", que significa fígado gorduroso. E é exatamente disso que se trata a esteatose.

Nosso fígado possui normalmente pequenas quantidades de gordura, porém, quando esta ultrapassa 10% do peso hepático, estamos diante de um quadro de esteatose.

A ilustração acima mostra as diferenças entre um fígado saudável e um esteatótico. Reparem no tamanho e na coloração amarelada do fígado gorduroso. Nos quadradinhos que apresentam a imagem de biópsias, pode-se notar a presença de gordura (bolinhas brancas) nos meio do tecido hepático.

Uma esteatose hepática leve normalmente não causa sintomas ou complicações. Porém, quanto maior e mais prolongado for o acúmulo de gordura, maiores os riscos de lesão hepática. Quando há gordura em excesso e por muito tempo, as células do fígados podem sofrer danos, ficando inflamadas. Este quadro é chamado de esteato-hepatite ou hepatite gordurosa. Se não tratado, pode evoluir para cirrose.
Portanto, a esteatose hepática é um estágio anterior ao desenvolvimento da esteato-hepatite, que como o próprio nome diz, nada mais é que um dos vários tipos de hepatite.
A principal causa de esteato-hepatite é o consumo de bebidas alcoólicas. Em geral, dividimos os casos entre esteato-hepatite alcoólica e esteato-hepatite não alcoólica.

Não se sabe exatamente porque alguns indivíduos desenvolvem esteatose hepática, mas algumas doenças estão claramente ligadas a este fato. Podemos citar:

- Obesidade. Mais de 70% dos pacientes com esteatose são obesos. Quanto maior o sobrepeso, maior o risco.

- Diabetes Mellitus. Assim como a obesidade, o diabetes tipo 2 e a resistência a insulina também estão intimamente relacionados ao acúmulo de gordura no fígado.

- Colesterol elevado . Principalmente níveis altos de triglicerídeos.

- Drogas. Várias medicações podem favorecer a esteatose, entre as mais conhecidas estão: Corticóides, Estrogênio, Amiodarona, anti-retrovirais, Diltiazen e Tamoxifeno.

- Desnutrição ou mesmo uma rápida perda de grande quantidade de peso.

- Cirurgias abdominais. Principalmente "bypass gástrico", retirada de partes do intestino e até cirurgia para remoção da vesícula .

Não é preciso ter alguma das condições citadas acima para se ter esteatose hepática. Pessoas magras, saudáveis e com baixa ingestão de álcool também podem tê-la, apesar deste fato ser menos comum. A esteatose é mais comum no sexo feminino.

A esteatose hepática não causa sintomas e a própria esteato-hepatite também costuma ser assintomática em fases iniciais. Normalmente o diagnóstico é feito acidentalmente através de ultrassonografias ou tomografias computadorizadas solicitadas por outros motivos.

É importante destacar, porém, que através dos exames de imagem nem sempre é possível diferenciar casos de esteatose, principalmente em fase avançada, da esteato-hepatite. Consegue-se ver bem a gordura, mas não há sensibilidade suficiente para se descartar ou confirmar a presença de inflamação.

Os exames de imagem também não conseguem distinguir a esteato-hepatite das outras causas de hepatite. Por isso, uma história clínica, exame físico e análises laboratoriais são imprescindíveis para a avaliação do paciente. Uma boa avaliação médica pode identificar a causa da lesão hepática.

As análises laboratoriais servem para se excluir as hepatites virais (sorologias) e para se avaliar o grau de lesão do fígado através das chamadas enzimas hepáticas (TGO e TGP ou AST e ALT) e de outros marcadores de doença do fígado.
A biópsia hepática costuma ser necessária quando há sintomas e sinais de grave lesão do fígado, não se conseguindo clinicamente determinar a sua causa.

Portanto, se você tem imagem sugestiva de esteatose hepática, mas não apresenta sintomas e não tem sinais de lesão hepática, é necessário apenas o acompanhamento anual para se avaliar progressão da doença. Não há necessidade de se repetir exames de imagem pois estes não são bons para avaliar progressão da esteatose.

Se há sinais de esteato-hepatite, com sintomas ou alterações nos exames laboratoriais, deve-se pensar na hipótese da biópsia e o paciente deve ser reavaliado a cada 6 meses. Este paciente deve ser seguido por um hepatologista.

Tratamento da esteatose hepática

Não existe tratamento específico para esteatose. O alvo deve ser o tratamento dos fatores de risco citados acima. A fase de esteatose pode ser reversível apenas com alterações dos hábitos de vida.

A perda de peso é uma importante medida, porém, deve-se limitar ao máximo de 1,5 kg por semana para se evitar piora do quadro. A prática regular de atividade física também ajuda muito, pois diminui o colesterol e aumenta o efeito da insulina.

Em doentes com obesidade mórbida, a cirurgia bariátrica pode ser uma opção.

Deve-se controlar o colesterol, o diabetes, e se possível, trocar drogas que possam estar colaborando para a esteatose.

Medicamentos como metformina (em não diabéticos), vitamina E e C, losartan e Orlistat (xenical) apresentam resultados controversos e ainda não há uma indicação formal para o seu uso.

Fonte: http://www.mdsaude.com/2009/08/esteatose-hepatica.html

Chá Verde. Vamos aos fatos!


Chá verde é um tipo de chá feito a partir da infusão da erva Camellia sinensis. É chamado de verde porque as folhas da erva sofrem pouca oxidação durante o processamento, o que não acontece com as folhas do chá preto. Algumas outras ervas são vendidas a título de chá verde, porém o verdadeiro chá verde é o feito a partir da folha do arbusto Camellia sinensis

Muito popular na China e no Japão, há pouco tempo começou a ser consumido com maior freqüência no ocidente, tradicional consumidor de chá preto, devido tanto a uma tendência orientalista, quanto às propriedades antioxidantes a ela atribuídas.

A preparação do chá verde difere um pouco dos chás tradicionais. A água não deve estar fervendo, pois do contrário as folhas acabam sendo cozidas e proporcionando um gosto amargo à bebida. O tempo de infusão também não deve ser maior que 3 minutos


Estudos indicam que o chá verde é rico em substâncias antioxidantes, chamadas polifenóis, que evitam a ação destrutiva das moléculas de radicais livres que degeneram as células, auxiliando, por exemplo, no combate ao câncer e ao envelhecimento.

O chá verde também é rico em tanino que faz diminuir as taxas do LDL (colesterol ruim) e fortalece as artérias e veias favorecendo a prevenção de doenças cardíacas e circulatórias. Possui bioflavonóides e catequinas: substâncias que bloqueiam as alterações celulares que dão origem aos tumores.


Um estudo feito nos Estado Unidos indica que o extrato de chá verde pode suprimir o crescimento de Helicobacter pylori (em vivo e em vitro) [1]. Um outro estudo feito na Coreia do Sul sugere que um polissacarídeo ácido encontrado no chá verde é significativamente efetivo na prevenção da adesão do H. pylori a células epiteliais humanas em cultura[2]
O chá verde também possui manganês, potássio, ácido fólico, vitamina C, vitamina K, vitamina B1 e a vitamina B2.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

FERIADO 25/01

Nos dias 24 e 25 de janeiro não haverá atendimento no consultório.

Para emergências, o celular estará ligado.

Bom feriado aos paulistanos!

ESCOLARIDADE e DOENÇAS CARDIOVASCULARES


Em pesquisa realizada em 2009 e 2010 juntamente com o Dr Ivo, constatamos que existe uma nítida relação entre o grau de escolaridade e o risco de desenvolver cardiopatias. Este trabalho envolveu cerca de 2500 pacientes e foi submetido a análise estatística que comprovou a significância dos dados encontrados.
Estes dados por nós compilados estão em consonância com uma pesquisa semelhante desenvolvida pela Universidade de Harvard.
Quero aqui destacar alguns fatores diretamente relacionados ao grau de escolaridade:
a) grau de compreensão ao conversar com o profissional de saúde;
b) interesse conhecer a própria saúde;
c) compreensão acerca da doença e dos fatores de risco;
d) compreensão de uma receita médica e sua respectiva orientação;
Este trabalho será publicado no Congresso Brasileiro em breve.

Clientes MEDIAL / AMIL / AMESP

Desde dezembro de 2010 os atendimentos a pacientes MEDIAL estão centralizados no consultório da Rua Roma.
Clientes AMIL e AMESP: estou aguardando a liberação para atendimento.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Horas-extra e Doença Cardíaca

Pesquisadores investigaram se o trabalho excessivo é relacionado com maior risco de doenças cardíacas: este foi o estudo Overtime Work and Incident Coronary Heart Disease: The Whitehall II Prospective Cohort Study, publicado na revista European Heart Journal.
Funcionários públicos britânicos que trabalhavam em Londres, com idades entre 31 e 61 anos, trabalhavam em tempo integral, e estavam livres da doença arterial coronariana (DAC) na linha de base foram incluídos nesta análise.
Foram aplicados questionários a respeito das horas trabalhadas, nos anos de 1991 e 1994, o seguimento foi feito até 2002-2004. Um total de 4.262 homens e 1.752 mulheres foram incluídos na análise. Dentro do grupo, 54% não relataram nenhum trabalho extra, 21% relataram aproximadamente uma hora extra, 15% relataram duas horas extra, e 10% relataram 3 a 4 horas extra regulares.
Trabalhadores que relataram trabalhar horas extra regulares eram mais frequentemente do sexo masculino, casados, tabagistas, alcoolistas, e em funções mais elevadas de trabalho. Eles também relataram mais estresse psicológico. Esses trabalhadores tinham mais probabilidade de apresentar níveis mais baixos de HDL. Indivíduos que relataram trabalhar 3 a 4 horas extra tiveram um risco aumentado de morte por causa coronariana, IAM não fatal ou angina (HR 1,60; IC 95% 1,15 a 2,23), que não foi significativamente atenuado após o ajuste para fatores de risco cardiovascular (HR 1,56, IC 95% 1,11 a 2,19).
Os investigadores concluíram que as horas extra de trabalho são associadas com risco aumentado de eventos coronarianos, independentemente de fatores de risco para doença arterial coronariana.
Fonte: Eur Heart J 2010; May 11:[Epub ahead of print].

sábado, 27 de março de 2010

American College 2010 - Atlanta


Neste mes de março ocorreu mais uma edição deste tradicional Congresso Cardiológico americano.
Como novidade vale destacar que baixar os níveis de colesterol além de prevenir as doenças cardiovasculares, principalmente Infarto e AVC (derrame cerebral) também previne o envelhecimento. Estudos apontam para a preservação dos vasos como que num estado de constante renovação de suas células, assim esta renovação retarda o envelhecimento.
Novos medicamentos vem por aí, alguns ainda este ano, para o controle do diabetes e da coagulação sanguínea.
Também merece destaque o desenvolvimento de técnica cirúrgica para correção de doenças da Válva Aórtica via cateterismo, sem ter que submeter o paciente a cirurgia aberta convencional (via tórax, implicando em sua abertura cirúrgica como vinha sendo praticada).
Começamos o ano com novidades!