quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Atenção com medicamentos em idosos.


Os dados epidemiológicos sobre o uso de medicamentos em idosos denunciam a gravidade da situação: 40% das intoxicações por efeitos adversos afetam este grupo da população.
Os idosos consomem em média cinco ou mais fármacos e correm tres a dez vezes mais riscos de complicações derivadas das reações adversas e das potenciais "interações medicamentosas".

Saindo do Sedentarismo - Dieta dos "Passos"

Para sair do sedentarismo as pessoas precisam dar ao menos 5000 passos diários. A melhor forma de se atingir esta meta é aproveitar as oportunidades da rotina diária e transformá-la na grande aliada a seu favor, como subir escadas, andar mais a pé, etc...

Para se aferir os passos há um instrumento chamado pedômetro, ou passômetro, que se parece com um relógio que mede as oscilações do corpo ao se trocar os passos e desta forma temos a noção bem aproximada da atividade do dia.

Abaixo segue a classificação proposta pelo preparador físico Dutra, que lançou um livro sobre o assunto.

Até 5 mil passos/dia: Sedentarismo

5 mil a 10 mil/dia: Ativo

10 mil a 13 mil/dia: Emagrecimento
Fonte: Dutra, R Dieta dos passos: um programa simples que pode revolucionar a sua forma física: Lua de Papel 2010



Dr Rogério Ruiz

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Saúde masculina: Gel de Testosterona


O Food and Drug Administration norte-americano (FDA) aprovou a utilização do gel de testosterona, aplicado com movimentos suaves dos dedos, diretamente na face interna e anterior da coxa, mas não nas partes superiores do corpo.

O produto, disponível no início de 2011, tem indicação para tratar o hipogonadismo – uma condição que afeta cerca de 14 milhões de homens norte-americanos.

Em nota à imprensa, o Dr. Adrian Dobs, Professor de Medicina e de Oncologia da Division of Endocrinology and Metabolism do Johns Hopkins University School of Medicine de Baltimore, em Maryland, disse que "o declínio dos níveis sanguíneos de testosterona já pode ocorrer precocemente em homens com 40 anos de idade. Os sintomas dos baixos níveis de testosterona podem ser inespecíficos e muitas vezes estão associados a outros problemas crônicos de saúde".

A aprovação do FDA se baseou nos dados de um estudo aberto, multicêntrico, de fase 3 e de 90 dias de duração (n = 149) que demonstrou que 77,5% dos homens com hipogonadismo alcançaram níveis séricos normais de testosterona (300-1140 ng/dL). As reações no local de aplicação foram os eventos adversos mais comumente relatados (16,1%).

A dose inicial recomendada é de 4 doses padronizadas (40 mg), aplicado sobre a pele limpa e seca na parte anterior ou interna das coxas uma vez ao dia pela manhã. O contato com a área genital deve ser evitado

Tal como as outras preparações tópicas de testosterona, o rótulo de segurança do produto inclui um aviso em relação ao potencial de virilização das crianças com exposição secundária à pele tratada. Devido ao risco de dano fetal, as mulheres grávidas ou em idade fértil devem evitar o contato com o local de aplicação.

Os pacientes devem ser orientados a lavar as mãos imediatamente com água e sabão após a aplicação do gel de testosterona e também para cobrir o local de aplicação com as vestes assim que o gel secar. A área tratada deve ser mantida coberta até que seja lavada e esta deve ser evitada por pelo menos duas horas.

Os pacientes com hiperplasia benigna da próstata devem ser monitorizados quanto ao agravamento de seus sinais e sintomas. Todos os pacientes devem ser rastreados para câncer de próstata no início e durante o tratamento com o gel de testosterona.

A terapia com testosterona pode diminuir os níveis glicêmicos e potencialmente alterar as necessidades de insulina dos pacientes diabéticos. Este tratamento pode também pode causar alterações na atividade daqueles em uso de anticoagulante, há necessidade de um acompanhamento mais frequente do INR e do tempo de protrombina.

O uso concomitante de corticosteróides pode aumentar a retenção de líquidos e seu uso deve ser cauteloso nos pacientes com doença renal, hepática ou cardíaca.

As formas de reposição de testosterona previamente aprovadas incluem comprimidos por via oral, pastilhas, injeção subcutânea, adesivos transdérmicos, uma solução tópica aplicada nas axilas e um gel tópico aplicado nas partes superiores do corpo.

O Dr. Dobs foi o pesquisador chefe do ensaio clínico de fase 3 Fortesta.

Anemia no Idoso


A anemia é frequente em idosos e não deve jamais ser encarada como uma resposta fisiológica ao envelhecimento, mas como um sinal de alguma doença subjacente.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, idoso é o indivíduo com mais de 65 anos de idade, e estudos têm mostrado que cerca de 10% deles apresentam anemia.

A anemia é condição que reflete deficiência de saúde e aumenta a vulnerabilidade dos idosos bem como o risco de hospitalização.

As principais causas de anemia do idoso são:

- deficiência de ferro, que pode ser devida à perda sanguínea;

- deficiência de folato e de vitamina B12, devidas tanto à má-absorção como a dieta deficiente;

- anemia de doença crônica causada por moléstias, tais como câncer, infecções ou inflamações;

- a anemia de causas mais raras.

A investigação começa com a história alimentar, hábitos e doenças pregressas, e os exames orientados por médico experiente são necessários para o diagnóstico correto.

Uma vez identificado o tipo de anemia deve-se tratar o fator que a desencadeou.

Em resumo, é importante que a anemia do indivíduo idoso seja adequadamente avaliada e tratada com vistas a oferecer-lhe melhor qualidade de vida
Fonte: Fleury

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O que é e para que serve a Linhaça?



A linhaça é um alimento vegetal único que oferece benefícios potenciais para a saúde cardiovascular por ser fonte importante de ácido a-linolênico (ômega 3) e de lignanas, uma classe de fitoestrógenos. O teor de ácido a-linolênico na linhaça (57%) é maior do que em qualquer outra semente oleaginosa. O teor de lignana na linhaça é 800 vezes maior do que em outros 66 alimentos vegetais avaliados.

Em estudo randomizado, duplo-cego e cruzado, comprovou-se que a ingestão de bolinhos e pães contendo 38 gramas de linhaça ou sementes de girassol, por seis semanas, foi suficiente para efetuar uma redução significante de colesterol (6,9%) e LDL-c (5,5%), em 38 mulheres hipercolesterôlemicas no climatério.

Outras pesquisas clínicas serão necessárias para confirmar os benefícios cardiovasculares e os elementos fisiologicamente ativos da linhaça.

Existem dois tipos de linhaça a marrom e a dourada. A marrom é cultivada em regiões de clima quente e úmido, como o Brasil, e as douradas são plantadas em regiões frias como o norte dos Estados Unidos e o Canadá. No cultivo da linhaça marrom são utilizados agrotóxicos, enquanto a dourada é cultivada de forma orgânica, portanto, a concentração de lignanas na semente dourada é superior a encontrada na semente marrom.

Por: Departamento de Nutrição da SOCESP.

Chocolate e o Coração


Na antiga civilização Maia foi chamado de ALIMENTO dos DEUSES.

Delicioso, energético e muitos dos seus consumidores adoram serem chamados de "chocólatras", mas afinal podemos consumi-lo sem culpa na Páscoa ?

A ciencia responde SIM! Porém, OK! chocolate é bom para o coração, mas quanto?

Buscamos as explicações com a nutricionista Miriam Topein Ghorayeb e de artigos médicos da revista Lancet, de enorme impacto e credibilidade científica.

O chocolate como é apresentado hoje em dia, resulta da elaboração da fava do cacaueiro, que tem caroço e polpa branca. Na composição do chocolate temos cacau, manteiga de cacau, leite, açúcar (exceto nos chocolates dietéticos) e outros elementos que podem ser acrescidos como passas, amendoim, avelãs, amêndoas etc. O cacau contém substâncias chamadas fenóis ou flavonóides, os mesmos antioxidantes encontrados no vinho tinto.

Estudos feitos na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, mostram que consumidores diários de 30 a 50g de chocolate com alta concentração de cacau (56 a 85%, ou seja, chocolate amargo ou extra amargo) apresentam menores índices do chamado mau colesterol (fração LDL).
No cérebro, o chocolate eleva os níveis de serotonina e feniletilamina melhorando o ânimo e disposição geral. O chocolate é uma boa fonte de energia e com alto nível calórico, dependendo da proporção da manteiga de cacau ou açúcar ou leite. Cada100g pode conter de 350 a 500 calorias e é aí que mora o pecado!

Um dos aspectos negativos do consumo de chocolate, é o de que algumas pessoas relacionam o aparecimento de acne, pedras no rim, dores de cabeça, alergias, cárie dentária e tensão pré-menstrual. Porém, as evidências científicas da relação direta do consumo e esses problemas são fracas, na verdade os hábitos de vida pouco saudáveis: alimentação rica em gordura animal (colesterol), gorduras saturadas e gordura trans, sedentarismo, diabete, obesidade abdominal, hipertensão arterial não tratada, etc. são os mais importantes fatores de risco para as doenças cardiovasculares.

O consumo moderado de chocolate hoje é aceitável, até 30 g por dia, compondo uma alimentação balanceada em calorias e nutrientes. Ultrapassar os limites, apesar dos benefícios descritos e do sabor, acaba por elevar a quantidade diária de calorias o que é indesejável, além disso, não é recomendável trocar as frutas e vegetais de uma refeição pelo chocolate.
Fonte SOCESP

Tratar mulheres deprimidas pode ajudá-las a perder peso


Para muitas mulheres obesas que enfrentam a depressão, o tratamento desse problema de saúde mental, com a melhora do humor, pode ajudar na perda de peso, segundo estudo. De acordo com especialistas americanos, diversos estudos mostram que apresentar um índice de massa corporal (IMC) de 30 ou mais - indicando obesidade - aumenta de 50% a 150% os riscos de ter depressão. Um novo estudo sugere que, de forma similar, a depressão “alimenta” a obesidade.

Os pesquisadores avaliaram mais de 200 mulheres obesas e deprimidas com idades entre 40 e 65 anos, que foram divididas em dois grupos: um cujas mulheres participavam de um programa de emagrecimento; e outro, em que as participantes foram submetidas ao tratamento da depressão junto com o programa de emagrecimento. E eles descobriram que, entre aquelas que tiveram redução de apenas meio ponto nos escores de depressão, 38% perderam pelo menos 5% de seu peso corporal em seis meses, contra apenas 21% daquelas que não tiveram mudança nos níveis de depressão.

“A maioria dos programas de perda de peso não prestam atenção suficiente na triagem e no tratamento da depressão”, destacou o pesquisador Babak Roshanaei-Moghaddam, da Universidade de Washington. De acordo com o especialista, nesses programas, é importante a inclusão de exercícios, pois, além do emagrecimento, “o aumento das atividades físicas leva à melhora da depressão, e a melhora da depressão leva ao aumento das atividades físicas". “Este estudo ressalta, ainda, a importância da triagem para depressão nesses programas, que podem levar ao bem estar físico e psicológico”, concluiu.


Conteúdo do Portal da SOCESP (31/01/2011)