Mais uma vez, a polipílula foi destaque!!!
Uma dose fixa e combinada de 4 substâncias, em uma única tomada, demonstrou que efetivamente melhora a aderência dos pacientes ao tratamento e consequentemente melhora os índices quando se fala em prevenção cardiovascular.
Ao longo de 15 meses, a porcentagem de pacientes considerados aderentes ao uso de medicamentos foi estimada em 86%, contra 65% nos que usam medicamentos separadamente.
O responsável por essa nova pesquisa é de Londres, do Imperial College London.
Dr Rogério Ruiz
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Além de atividade física, mudança de hábitos alimentares e medicamentos o que se tem no arsenal contra a Obesidade é a Cirurgia Bariátrica. O SUS está alterando a liberação para adolescentes e ainda temos que aguardar a resolução. Esta imagem publicada na Folha de S Paulo de hoje ilustra como é a cirurgia.
Agendamento de Consultas para AMIL, MEDIAL, BLUE, Life
Um novo sistema para os associados a estas operadoras de saúde está disponível pela internet.
O endereço é www.agendesuaconsulta.amil.com.br
Não esqueça de imprimir o comprovante de agendamento, pois é através dele que sua consulta é confirmada no consultório.
O endereço é www.agendesuaconsulta.amil.com.br
Não esqueça de imprimir o comprovante de agendamento, pois é através dele que sua consulta é confirmada no consultório.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Nova Lei de Agendamentos
Cremesp alerta para 'eventuais interpretações equivocadas' sobre RN 259
Referência: Cremesp e Portal Nacional de Seguros
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) divulgou na terça-feira (20/12) uma nota de esclarecimento sobre a Resolução Normativa (RN) 259 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que dispõe sobre os tempos máximos de atendimento aos usuários de planos de saúde. Segundo a nota, no Estado de São Paulo atuam aproximadamente 58 mil médicos na saúde suplementar, que prestam serviços a 560 empresas do setor, responsáveis pela cobertura de 18,2 milhões de usuários.
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) divulgou na terça-feira (20/12) uma nota de esclarecimento sobre a Resolução Normativa (RN) 259 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que dispõe sobre os tempos máximos de atendimento aos usuários de planos de saúde. Segundo a nota, no Estado de São Paulo atuam aproximadamente 58 mil médicos na saúde suplementar, que prestam serviços a 560 empresas do setor, responsáveis pela cobertura de 18,2 milhões de usuários.
No comunicado, o Cremesp alerta sobre "eventuais interpretações equivocadas da Resolução da ANS, que podem gerar conflitos no momento do agendamento de consultas, exames e procedimentos, prejudicando a relação entre médicos e pacientes, transferindo indevidamente a responsabilidade para os profissionais da medicina."
De acordo com o comunicado, a ANS e os planos de saúde não podem interferir na capacidade de atendimento dos médicos. "A disponibilidade de atendimento e o número de pacientes agendados são decisões individuais do médico, no exercício de sua autonomia profissional", enfatiza o Cremesp.
Conforme o conselho, o tempo dedicado em consultório a pacientes de planos de saúde varia conforme a jornada de trabalho, a especialidade, o procedimento médico e a complexidade do caso. "Portanto, nem sempre os pacientes de planos de saúde terão, no tempo determinado pela ANS, o atendimento com o médico de sua escolha", justifica.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Vacina para AIDS
Vacina contra Aids mostra eficácia de 90% em teste inicial
Referência: Folha de São Paulo
Um teste clínico com 24 pessoas, feito pelo Conselho Superior de Pesquisa Científica da Espanha, mostrou que uma nova vacina contra Aids causa uma resposta imunológica em 90% dos pacientes. Entre os voluntários do estudo, 85% mantiveram a resposta imunológica ao vírus por ao menos um ano. O resultado da pesquisa foi publicado nas revistas "Vaccine" e "Journal of Virology".
Segundo os cientistas, a vacina conseguiu treinar o sistema imune a reagir contra as partículas do HIV contidas no medicamento. Mesmo assim, os pesquisadores dizem que é preciso ter cautela, porque não se sabe se essas respostas vão mesmo evitar a infecção. No futuro, a vacina deve ser testada também em pessoas infectadas. A base da vacina MVA-B é o mesmo vírus usado para erradicar a varíola e usado como modelo para outras imunizações. O "B" indica o subtipo de vírus HIV que ela combate, o mais comum na Europa e nas Américas.
Para fazer a vacina, os pesquisadores inseriram quatro genes do HIV no vírus-base. Esses fragmentos causam a resposta imunológica. Ao mesmo tempo, esses genes não conseguem se autorreplicar, o que garante que a pessoa não vai ser infectada, segundo informações do comunicado divulgado ontem pelos pesquisadores.
Trinta pessoas saudáveis participaram do teste clínico. Dessas, 24 tomaram a vacina e seis receberam placebo. O estudo foi duplo-cego (nem voluntários nem cientistas sabiam quem estava recebendo vacina ou placebo). Foram dadas três doses da imunização por injeção intramuscular. Os efeitos foram estudados por quase um ano. Mariano Esteban, pesquisador do Centro Nacional de Biotecnolgia da Espanha, afirma que, se a vacina for aprovada em testes maiores, o HIV pode, no futuro, ser algo comparável ao vírus da herpes. Seria um infecção crônica oportunista e muito menos contagiosa.
Referência: Folha de São Paulo
Um teste clínico com 24 pessoas, feito pelo Conselho Superior de Pesquisa Científica da Espanha, mostrou que uma nova vacina contra Aids causa uma resposta imunológica em 90% dos pacientes. Entre os voluntários do estudo, 85% mantiveram a resposta imunológica ao vírus por ao menos um ano. O resultado da pesquisa foi publicado nas revistas "Vaccine" e "Journal of Virology".
Para fazer a vacina, os pesquisadores inseriram quatro genes do HIV no vírus-base. Esses fragmentos causam a resposta imunológica. Ao mesmo tempo, esses genes não conseguem se autorreplicar, o que garante que a pessoa não vai ser infectada, segundo informações do comunicado divulgado ontem pelos pesquisadores.
Trinta pessoas saudáveis participaram do teste clínico. Dessas, 24 tomaram a vacina e seis receberam placebo. O estudo foi duplo-cego (nem voluntários nem cientistas sabiam quem estava recebendo vacina ou placebo). Foram dadas três doses da imunização por injeção intramuscular. Os efeitos foram estudados por quase um ano. Mariano Esteban, pesquisador do Centro Nacional de Biotecnolgia da Espanha, afirma que, se a vacina for aprovada em testes maiores, o HIV pode, no futuro, ser algo comparável ao vírus da herpes. Seria um infecção crônica oportunista e muito menos contagiosa.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Polipílua - Brasil testa polipílula que poderá prevenir doenças cardiovasculares
Uma pílula que reúne quatro remédios para controlar a pressão arterial e o colesterol e prevenir o entupimento de vasos sanguíneos está sendo testada em diferentes países, incluindo o Brasil, para reduzir a incidência de doenças cardiovasculares.
São dois os alvos: pacientes com risco moderado que não têm bons resultados com dieta e exercícios e pessoas com risco elevado, que já tiveram infarto ou derrame.
O país já participou da primeira fase do primeiro estudo internacional com a chamada polipílula.
Os resultados, publicados em maio na revista "PLoS One", mostraram que a pílula pode diminuir em 60% o risco de infarto e derrame em pessoas com risco moderado.
Na pesquisa, esses pacientes tinham idade média de 60 anos, eram obesos e tinham pressão arterial e colesterol pouco elevados, além de outros fatores de risco.
"São pessoas que não necessitariam de medicação, mas, infelizmente, boa parte delas não consegue reduzir o risco com outras medidas", diz Otávio Berwanger, cardiologista do HCor (Hospital do Coração) e coordenador da pesquisa no Brasil.
Ao todo, 378 voluntários participaram do trabalho, que também foi feito na Índia, na Austrália, na Holanda, na Nova Zelândia e nos Estados Unidos.
A NOVA PESQUISA
A segunda fase do estudo começa em novembro, com pacientes que já tiveram infarto ou AVC e tomam os remédios separadamente.
No Brasil, a pesquisa envolverá 22 hospitais, além do HCor, e 2.000 pessoas em todas as regiões do país.
Além disso, em 2012, o país deve participar da terceira fase de uma pesquisa já iniciada na Índia, na China e no Canadá.
Dessa vez, o responsável pela pesquisa brasileira será o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.
O objetivo, segundo o cardiologista Álvaro Avezum, diretor da divisão de pesquisa do instituto, é testar a medicação em 2.000 pacientes de São Paulo com risco cardíaco moderado.
MEDICALIZAÇÃO
De acordo com Luiz Antonio Machado César, presidente da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) e cardiologista do InCor (Instituto do Coração da USP), a ideia é simplificar e baratear o tratamento.
Berwanger lembra que, hoje, no máximo metade dos pacientes de alto risco segue o tratamento corretamente. "Se pudermos facilitar a vida do paciente, mantendo os benefícios dos remédios, com custo menor e maior adesão, será muito interessante."
Ele afirma, no entanto, que a ideia não é "medicalizar" a prevenção de quem tem risco moderado. "A adesão a dieta e exercícios é péssima, apesar de as mudanças serem fundamentais. Essas pessoas não sentem nada, mas a tendência é piorar", afirma.
"Mudar o estilo de vida da população é utopia. Do jeito que a gente montou nossas cidades e a nossa vida nos grandes centros, essa opção não existe", afirma César.
Berwanger recorda, no entanto, que não se trata da "pílula da vida eterna", e que o controle de fatores como tabagismo e obesidade, deverá ser mantido, mesmo para quem tomar a polipílula.
MARIANA VERSOLATODE SÃO PAULO -
São dois os alvos: pacientes com risco moderado que não têm bons resultados com dieta e exercícios e pessoas com risco elevado, que já tiveram infarto ou derrame.
O país já participou da primeira fase do primeiro estudo internacional com a chamada polipílula.
Os resultados, publicados em maio na revista "PLoS One", mostraram que a pílula pode diminuir em 60% o risco de infarto e derrame em pessoas com risco moderado.
Na pesquisa, esses pacientes tinham idade média de 60 anos, eram obesos e tinham pressão arterial e colesterol pouco elevados, além de outros fatores de risco.
"São pessoas que não necessitariam de medicação, mas, infelizmente, boa parte delas não consegue reduzir o risco com outras medidas", diz Otávio Berwanger, cardiologista do HCor (Hospital do Coração) e coordenador da pesquisa no Brasil.
Ao todo, 378 voluntários participaram do trabalho, que também foi feito na Índia, na Austrália, na Holanda, na Nova Zelândia e nos Estados Unidos.
A NOVA PESQUISA
A segunda fase do estudo começa em novembro, com pacientes que já tiveram infarto ou AVC e tomam os remédios separadamente.
No Brasil, a pesquisa envolverá 22 hospitais, além do HCor, e 2.000 pessoas em todas as regiões do país.
Além disso, em 2012, o país deve participar da terceira fase de uma pesquisa já iniciada na Índia, na China e no Canadá.
Dessa vez, o responsável pela pesquisa brasileira será o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.
O objetivo, segundo o cardiologista Álvaro Avezum, diretor da divisão de pesquisa do instituto, é testar a medicação em 2.000 pacientes de São Paulo com risco cardíaco moderado.
MEDICALIZAÇÃO
De acordo com Luiz Antonio Machado César, presidente da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) e cardiologista do InCor (Instituto do Coração da USP), a ideia é simplificar e baratear o tratamento.
Berwanger lembra que, hoje, no máximo metade dos pacientes de alto risco segue o tratamento corretamente. "Se pudermos facilitar a vida do paciente, mantendo os benefícios dos remédios, com custo menor e maior adesão, será muito interessante."
Ele afirma, no entanto, que a ideia não é "medicalizar" a prevenção de quem tem risco moderado. "A adesão a dieta e exercícios é péssima, apesar de as mudanças serem fundamentais. Essas pessoas não sentem nada, mas a tendência é piorar", afirma.
"Mudar o estilo de vida da população é utopia. Do jeito que a gente montou nossas cidades e a nossa vida nos grandes centros, essa opção não existe", afirma César.
Berwanger recorda, no entanto, que não se trata da "pílula da vida eterna", e que o controle de fatores como tabagismo e obesidade, deverá ser mantido, mesmo para quem tomar a polipílula.
MARIANA VERSOLATODE SÃO PAULO -
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Polipílula demonstra bons resultados para a prevenção primária de eventos cardiovasculares
Neste Congresso Europeu de Cardiologia (Paris, agosto de 2011), foi divulgado o andamento da pesqusia com a policápsula ou polipílula.
Dr Youssef e Dr Valentim Fuster apresentaram seus resultados e o futuro é promissor.
A possibildade de facilitar a "tomada de medicação", o baixo custo e a diminuição da ingesta de comprimidos parecem incidir diretamente na aderência dos pacientes aos tratamentos.
Cabe agora esperar o que nos reserva a briga por patentes de medicamentos.
Abaixo, Dr Valentim Fuster apresentando seus resultados.
Acompanhe abaixo o que foi publicado no Cardio Source esta semana.
Dr Rogério Ruiz
Autora: Dra. Thaís Pinheiro Lima
Revisado por: Dra. Fernanda Seligmann Feitosa
Foram publicados recentemente os resultados do primeiro estudo fase II, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo envolvendo a polipílula. A hipótese testada foi que a medicação, usada para prevenção primária, reduziria em 50% a incidência de eventos cardiovasculares e AVC. Essa primeira fase envolveu a participação de sete países, entre eles o Brasil, com financiamento do Ministério da Saúde.
A polipílula consiste na associação de quatro componentes (AAS 75mg, lisinopril 10mg, hidroclorotiazida 12,5mg e sinvastatina 20mg), em doses fixas, num mesmo comprimido. No estudo fase II foram randomizados 378 pacientes que não apresentavam nenhuma indicação ao uso dos componentes acima descritos, mas que tinham risco de 7,5% de desenvolver doenças cardiovasculares em 5 anos, pelos critérios de Framingham. O objetivo primário foi composto por: redução da pressão arterial sistólica, redução do LDL colesterol, presença de efeitos colaterais e aderência ao tratamento no seguimento de 12 semanas.
O uso da polipílula resultou em redução de 9,9mmHg na pressão arterial sistólica e de 0,8 mmol/L no LDL colesterol. Entretanto, houve maior incidência de efeitos adversos no grupo polipílula em comparação ao grupo placebo (58% vs 42%; p=0,001). Quanto à aderência, 23% dos pacientes do grupo polipílula tiveram má aderência, em comparação com 18% do grupo placebo (RR 1,33; IC 95% 0,89 a 2,00; p=0.2). Os autores estimaram que, se o tratamento fosse continuado por longo prazo, haveria uma redução aproximada de 60% no risco de doença cardiovascular e AVC isquêmico. No entanto, isso implicaria em aumento d a incidência de sangramentos, principalmente de origem gastrointestinal, em decorrência do uso de AAS.
Em breve será iniciado um estudo fase III, envolvendo mais de 2000 pacientes em 22 hospitais brasileiros; dessa vez, entretanto, a medicação será utilizada como prevenção secundária. O uso da popipílula é bastante controverso, com vantagens e desvantagens. Os principais argumentos favoráveis são a diminuição dos custos e a otimização da aderência medicamentosa pelo paciente, com redução do risco de eventos cardiovasculares. Todavia, alguns especialistas acreditam que este conceito de polipílula irá prejudicar a boa prática médica, através da perda da individualização do tratamento e da dose ótima para cada paciente, já que muitos irão tomar medicamentos desnecessários contidos em doses fixas nestas pílulas. O que se sabe em relação a este novo conceito é que ainda há muito a ser discutido até atingirmos o equilíbrio entre os vários interesses, em benefício do paciente.
Referência: PILL Collaborative Group (2011) An International Randomised Placebo-Controlled Trial of a Four-Component Combination Pill (‘‘Polypill’’) in People with Raised Cardiovascular Risk. PLoS ONE 6(5): e19857. doi:10.1371/journal.pone.0019857.
Dr Youssef e Dr Valentim Fuster apresentaram seus resultados e o futuro é promissor.
A possibildade de facilitar a "tomada de medicação", o baixo custo e a diminuição da ingesta de comprimidos parecem incidir diretamente na aderência dos pacientes aos tratamentos.
Cabe agora esperar o que nos reserva a briga por patentes de medicamentos.
Abaixo, Dr Valentim Fuster apresentando seus resultados.
Acompanhe abaixo o que foi publicado no Cardio Source esta semana.
Dr Rogério Ruiz
Autora: Dra. Thaís Pinheiro Lima
Revisado por: Dra. Fernanda Seligmann Feitosa
Foram publicados recentemente os resultados do primeiro estudo fase II, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo envolvendo a polipílula. A hipótese testada foi que a medicação, usada para prevenção primária, reduziria em 50% a incidência de eventos cardiovasculares e AVC. Essa primeira fase envolveu a participação de sete países, entre eles o Brasil, com financiamento do Ministério da Saúde.
A polipílula consiste na associação de quatro componentes (AAS 75mg, lisinopril 10mg, hidroclorotiazida 12,5mg e sinvastatina 20mg), em doses fixas, num mesmo comprimido. No estudo fase II foram randomizados 378 pacientes que não apresentavam nenhuma indicação ao uso dos componentes acima descritos, mas que tinham risco de 7,5% de desenvolver doenças cardiovasculares em 5 anos, pelos critérios de Framingham. O objetivo primário foi composto por: redução da pressão arterial sistólica, redução do LDL colesterol, presença de efeitos colaterais e aderência ao tratamento no seguimento de 12 semanas.
O uso da polipílula resultou em redução de 9,9mmHg na pressão arterial sistólica e de 0,8 mmol/L no LDL colesterol. Entretanto, houve maior incidência de efeitos adversos no grupo polipílula em comparação ao grupo placebo (58% vs 42%; p=0,001). Quanto à aderência, 23% dos pacientes do grupo polipílula tiveram má aderência, em comparação com 18% do grupo placebo (RR 1,33; IC 95% 0,89 a 2,00; p=0.2). Os autores estimaram que, se o tratamento fosse continuado por longo prazo, haveria uma redução aproximada de 60% no risco de doença cardiovascular e AVC isquêmico. No entanto, isso implicaria em aumento d a incidência de sangramentos, principalmente de origem gastrointestinal, em decorrência do uso de AAS.
Em breve será iniciado um estudo fase III, envolvendo mais de 2000 pacientes em 22 hospitais brasileiros; dessa vez, entretanto, a medicação será utilizada como prevenção secundária. O uso da popipílula é bastante controverso, com vantagens e desvantagens. Os principais argumentos favoráveis são a diminuição dos custos e a otimização da aderência medicamentosa pelo paciente, com redução do risco de eventos cardiovasculares. Todavia, alguns especialistas acreditam que este conceito de polipílula irá prejudicar a boa prática médica, através da perda da individualização do tratamento e da dose ótima para cada paciente, já que muitos irão tomar medicamentos desnecessários contidos em doses fixas nestas pílulas. O que se sabe em relação a este novo conceito é que ainda há muito a ser discutido até atingirmos o equilíbrio entre os vários interesses, em benefício do paciente.
Referência: PILL Collaborative Group (2011) An International Randomised Placebo-Controlled Trial of a Four-Component Combination Pill (‘‘Polypill’’) in People with Raised Cardiovascular Risk. PLoS ONE 6(5): e19857. doi:10.1371/journal.pone.0019857.
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